Feliz ano novo!

Amigos, estou saíndo para um periodo de, hã, celebração e relax, e deixei uns posts previamente publicados para exibição no período. 2007 foi um ano do caralho, de maneiras que gostaria de desejar um 2008 no mínimo tão bom quanto para todos vocês. E agradecer a todos os leitores e colaboradores pelo sucesso deste site. Há um ano atrás, quando o site começou, eu não imaginaria que ele teria esse ritmo de notícias, dicas e comentários, e a capacidade de congregar os amantes das camisas de futebol – e isso só está acontecendo graças a vocês.

De novo peço ajuda a Carlos Drummond de Andrade para a mensagem:

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente

Um puta 2008 pra todos!

Camisa da Fiorentina

No capítulo de hoje: Fiorentina, 1992.

Não sei dizer ao certo se foi edificante mesmo, mas certamente é mais um capítulo da história do Esporte – e mesmo da presença do Esporte na História Mundial.

O uniforme 1 da Fiorentina sempre foi maravilhoso, e o uniforme 2 às vezes acompanhava esse primor de design, às vezes não (vejam a história da camisa no Museo Fiorentina). Em 1992, ele não estava ornando muito não: eu confesso que eu até acho ela bonita, mas ela é bagunçada demais, o que não impediu que a Dell’erba fizesse uma versão dela para o Vitória da Bahia. Enfim: provavelmente chegaram pro designer da Lotto e pediram alguma coisa diferente. Ele fez essa jóia de camisa.

693.jpg

Problema foi ter colocado, inadvertidamente ou não, algumas padrões geométricos um pouco polêmicos…

extra_football_shirt_503_2_400×0.jpg

A pesença das suásticas – associadas diretamente ao nazimo, mas presente em várias culturas, como a hindu, a budista e a pré-cristã européia – num contexto de crescimento da presença de grupos neonazistas em toricdas italianas, fizeram com que a camisa fosse descontinuada. O fato é que a camisa virou uma peça de coleção:o cara do Old Football Shirt penou pra conseguir a dele.

“Confirmada” Lotto no Galo

Saiu no Uai. Dica do Junior Louzada.

O [BP]Atlético Mineiro[/BP] negocia com a MRV Engenharia, atual parceira, e com a Fiat Automóveis um contrato de patrocínio para o ano que vem, quando o clube comemorará seu centenário. Segundo o presidente Ziza Valadares, a definição deve ocorrer no início de 2008.

Há cerca de 15 dias, o presidente atleticano, que também havia admitido uma negociação com a montadora de automóveis Citroën, divulgou uma nota no site oficial do clube lamentando a opção da Fiat em patrocinar o Palmeiras. Segundo a nota, “o Atlético procurou a Fiat várias vezes no sentido de viabilizar algum acordo comercial e, até o momento, não obteve resposta por parte da empresa”. Entretanto, nos últimos dias a negociação foi reaberta.

Com relação ao fornecedor de material esportivo, Ziza Valadares confirmou que a italiana Lotto vai substituir a também italiana Diadora. Esta semana, representantes da Lotto apresentaram aos dirigentes um esboço do nova coleção de material esportivo.

Chico F.C (quem?)

Saiu na UOL:

Brasileiro com o maior número de título da Libertadores (três), o São Paulo estréia contra o Atlético Nacional, na Colômbia. A equipe do Morumbi está no Grupo 7, que ainda conta com Sportivo Luqueño-PAR e o vencedor de Audax Italiano-CHI x Chico FC-COL. Quem vencer na primeira fase vai para o grupo do tricolor.

Fui descobrir quem era o tal Chico FC. Pois bem: o Chico é na verdade o Boyacá Chicó F.C.. Veajm o naipe das vestimentas deles:

camisa do Boyacá Chicó F.C.

camisa do Boyacá Chicó F.C.

camisa do Boyacá Chicó F.C.

camisa do Boyacá Chicó F.C.

E aí, curtiram?

Feliz Natal!

Amigos, estou saíndo pras ceias de Natal – uma na minha sogra, uma na minha mãe – e pra longa jornada de deixar minha avó na casa dela (esse ano sobrou pra mim). Desejo um Feliz Natal para todos, quais sejam suas crenças, ritos, times ou marcas de camisa. E deixo um texto de Carlos Drummond de Andrade, que era lírico e preciso como ninguém.

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.