Camisa do Coventry City

Ia escrever sobre uma camisa bizarra do Coventry City que saiu no Diarios de Futbol. Fui dar uma remexida na história das camisas do time, e na história do time, e fui achando um episódio mais pitoresco que o outro. A saber:

1) Lady Godiva, aquela que ficou famosa por andar num cavalo toda nuaaaaaaaaa – não, não foi a Kátia Flávia – o fez… em Coventry.

2) Um jogador do Coventry foi supostamente o inventor do donkey kick, como se pode ver no vídeo abaixo, de 1970. (a FIFA posteriormente baniu o artifício);

3) William Hill, um, hã, english football personality [which] career has taken in virtually every role in football, including player, union leader, coach, manager, director, chairman, television executive, presenter, analyst and even match official, teve passagens marcantes pelo clube, tendo mudado a cor das camisas para azul claro, tirado os terracesdo estádio do Coventry, transformando o estádio em um all-seater; criado o primeiro placar eletrônico da Inglaterra; e ordenado a distribuição de chá e Bovril para os espectadores dos jogos.

4) Em 1978, o time passou a jogar com um uniforme todo marrom, da Admiral, que já foi várias vezes elencado na lista dos piores uniformes de todos os tempos, mas que virou objeto de culto por colecionadores, tanto que um revival da camisa foi lançado recentemente.

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Enfim, tudo isso foi pra falar dessa jóia: a camisa do Coventry de 1981:

O tal do William Hill, à época presidente do Coventry, queria associar seu time ao fabricante de automóveis Talbot, a tal ponto que queria rebatizar o time para Coventry Talbot, idéia rechaçada pela FA Cup. Não satisfeito, criou esta camisa, desta vez gongada pela BBC, que já não transmitia jogos de equipe que traziam patrocínio nos uniformes, e por esse raciocínio não transmitiria a partida de um time que tem o logo do patrocinador ocupando toda a camisa – assim, ela só foi usada em jogos não-televisionados. Mesmo assim ela virou objeto de culto.

Cartão de Ano Novo

Era pra ser pro Natal, mas não deu tempo de terminar. Enfim, usando as camisas dos membros da Comunidade, fiz um cartão, usando dois programas batutas: o Andrea Mosaic e o Deep Zoom Composer.

Cliquem na imagem abaixo e confiram o resultado. (uma pop-up se abrirá, desativem o bloqueador!).

Para visualizar o cartão, é preciso ter o plug-in do Silverlight instalado. Se alguém não conseguir abrir, me avise!

Camisas do Boca – Museo Boquense

O Murilo Figueiredo Neto foi pra Buenos Aires e nos manda suas impressões do Museo Boquense, além de fotos das camisas que estão expostas:

Seguem as fotos do museu do Boca, situado dentro do estádio. No bairro que deu o nome ao clube “La Boca”. Fomos ao Caminito no início da tarde, com todas aquelas casas com paredes de telhas colorida de 1800 e tantos e, decidimos ir a “La Bombonera”, que é bem próximo. O pior foi se perder no caminho a pé. Pegamos uma rua errada, totalmente perdidos no bairro (que na verdade é uma favela com três ruas restauradas que são para os turistas) um senhor percebeu que éramos turistas e disse “No vaya por allá que te cortan la cabeza!”. Daí ele nos ensinou a voltar pro Caminito e recomeçamos a ida ao estádio do ponto zero. Deu muito medo. hehehe.
Já no estádio, uma das coisas interessantes é ver a hospitalidade dos Xeneizes com os visitantes. A entrada do vestiário visitantes é muito baixa tem que abaixar a cabeça e dobrar os joelhos para entrar, tem um quarto do tamanho do vestiário do time da casa. O guia diz que é pra lembrar os adversários que são visitantes e que não se sintam em casa.
Em frente ao estádio tem várias lojas de artigos do Boca onde se podem encontrar camisas de temporadas passadas novinhas no cabide ainda com as etiquetas. O legal é ver a identificação do povo do bairro com o clube. Por onde tu anda no bairro tem alguma parede pintada com as cores do clube, com os rostos do grandes ídolos. Também interessante é saber que todos os lugares do estádio são preferenciais para os sócios do clube só que, a capacidade do estádio é pouco mais de 50000 lugares e já são mais de 70000 sócios de maneira que, quem quiser se associuar hoje tem que entrar em uma lista de espera e aguardar que algum dos sócios atuais morra o se desfilie ao clube, estima-se que a espera pode chegar a 11 anos!! O último fato que irei contar-lhe é que quem deu boa quantias de dinheiro para a última restauração do estádio em 1996 foi ninguém mais que Diego Armando Maradonna que ganhou o direito de assistir qualquer jogo lá sem nunca pagar nada, nem a bebida que venha a tomar, e se sentar em qualquer lugar.

Camisa do VOCEM, de Assis

O VOCEM é um time que, nos anos 80, circulava pela Segundona Paulista, e aparentemente está licenciado. O time tem uma história curiosa: foi fundado pelos religiosos da Vila Operária (daí o significado da sigla: Vila Operária Clube Esportivo Mariano), e as cores do uniforme (branco e grená) representam o pão e vinho. Era chamado de “Marianinho”.. Mais que a peculiaridade do time em si, a camisa é testemunha das andanças da Reusch pelo Brasil, em meados dos anos 90 (outra camisa fantástica da Reusch, nessa época, é a camisa do Rio Branco de Americana, se alguém tiver fotos, por favor me mande). Não fosse o patrocínio tipicamente brasileiro, até passaria por algum time suiço obscuro, não?

O dono é o dono do As Mil Camisas.

Camisa do Zenit

O pessoal comentou durante a semana sobre a camisa do Zenit, à venda na Subside Sports. A Puma já tinha colocado as “antenas reversas” na camisa do Feyenoord, e tomaram pauladas por isso. Agora tentaram outra abordagem.

Achei que ficou bom: os leaping cats dos ombros ficaram melhor encaixados, e o desenho permite o uso de padrões geométricos que podem diferenciar a camisa de cada time, dando uma certa personalidade à camisa.

A própria Puma já havia usado um desenho parecido no começo dos anos 90 – não achei uma mísera foto, mas lembro-me exatamente da camisa: era usada em 1990 pelo finado Svarowski Tirol, da Áustria, tinha estrelas estampadas onde seria a área azul da camisa do Zenit, e custava a bagatela de 100 dólares, o que me fez colocá-la de volta à arara na loja de Innsbruck assim que fiquei sabendo do preço. Em 1993, a Dell’Erba também fez um desenho parecido, para o União São João.

(por que ninguém é de ferro)

Não poderia deixar de desejar um Feliz Natal a todos os leitores que acompanham o site, desde àqueles para quem Jesus Cristo é o filho de Deus, até àqueles que crêem que não, mas que receonhecem ser Ele um ser iluminado. Que esta ocasião sirva para que cada um, a seu modo, possa dar amor aos próximos, e aos não tão próximos, e que se dê conta desse poder, de tal modo a poder dá-lo, de maneira incondicional, a todos e a qualquer tempo. É isso aí!

Bundesliga Fashion

O madsea e do Bordallo mandaram esta pérola: um vídeo dos anos 70 da tevê alemã – que suponho que seja a Deutsche Welle – em que algum designer questiona a sisudez dos uniformes alemães, e propõe algumas novidades. Tentem não prestar atenção aos modelos tentando sambar, e apreciem os desenhos. A integração das listras das camisas com os calções ficou interessante – os desenhos da Admiral nos anos 70 usaram bastante este artifício. Quanto às cores, aí fica por conta de vocês, que não são daltônicos…

Além da queda, o coice…

Há vários casos de times que, por motivos diversos, tiveram que improvisar uniformes para uma determinada partida – França de verde na Copa de 1978, Botafogo de azul no Torneio Teresa Herrera, Irã de cobra-coral na Mini-Copa Independência, Atlético Mineiro de, hã colorido em torneio de juniores na Espanha são exemplos, já relatados por aqui. Em todos eles, os times foram relativamente bem-sucedidos, e as camisas adquiriram uma aura de talismã.

Pois bem (história do Arte y Sport): o Alavés, que está na Segundona espanhola – e pensar que, há alguns anos atrás, eles quase ganharam a UEFA – foi jogar contra o Xerez, em novembro. Aproveitando que o Xerez também usa camisas azuis, o time aproveitou a ocasião para estrear a camisa reserva, feita pela Legea – preta com detalhes azuis – tendo tido o cuidado de comunicar previamente a Federação. Por motivos ignorados, 15 minutos antes do começo do jogo, o juiz Bernabé García engripou com a camisa, pelo fato dela ter detalhes azuis, o que levaria à confusão os seus assistentes. E determinou que o Alavés jogasse com a camisa reserva do Xerez. Em nenhum momento levantou-se a possibilidade do Xerez usasse sua camisa reserva.

Resultado: o Alavés jogou de laranja (a camisa reserva do Xerez, da temporada retrasada), teve um jogador expulso aos 7 minutos, e tomou um coco de 5-0. É pra nunca mais querer usar laranja numa camisa, não?

E o vencedor foi…

Cliquem aqui e leiam a fantástica defesa criativa do desenho do Bordallo.

Mais um motivo de festa para a comunidade camiseteira: depois do encontro organizado pelo pessoal da comunidade do Orkut aparecer na ESPN, ontem foi anunciado o resultado do vencedor do concurso da DesignFootball.com que premiava com 100 libras a melhor proposta de uniforme para a seleção da Polônia, recém fechada com a Nike. E não é que o nosso ilustre conviva Antonio Bordallo (blog dele aqui) ganhou?

A análise completa do desenho vocês conferem aqui, mas destaco o cuidado que o Bordallo teve em não criar apenas uma camisa bonitinha, mas uma camisa com alma: o estilo do padrão usado nas costas, por exemplo, é algo bem típico polonês: é o wycinanki. Ficou perfeito. Com desenhos desses, daqui a alguns anos, os times brasileiros vão começar a recusar desenhos estrangeiros, e vão começar a valorizar o designer brazuca. Parabéns Bordallo!