Entrevista na Penalty!

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Segue a fantástica matéria que o Sérgio Travassos fez na Penalty, entrevistando o gerente-geral de desenvolvimento criativo, Ignacio Laudano, e sendo nosso porta-voz para uma série de perguntas sugeridas em um post do final de dezembro. Mandou MUITO bem, Sérgio, a comunidade camiseteira (com uma pontinha de inveja pela oportunidade de conhecer as feras) agradece!

Da esquerda para a direita: Carlos Eduardo Costa: Designer Confecção; Osvaldo Ruy Junior: Designer Confecção; Amanda Oliveira: Designer Confecção; Claudio Augusto Stolze: Coordenador Desenvolvimento Téxtil; Ignacio Laudano: Gerente Desenvolvimento Criativo.
Da esquerda para a direita: Carlos Eduardo Costa: Designer Confecção; Osvaldo Ruy Junior: Designer Confecção; Amanda Oliveira: Designer Confecção; Claudio Augusto Stolze: Coordenador Desenvolvimento Téxtil; Ignacio Laudano: Gerente Desenvolvimento Criativo.

Desconstruindo a Penalty
Por: Sergio Travassos

O sonho de muitos peladeiros, torcedores, árbitros e jornalistas, na maioria das vezes, era ser jogador de futebol. O sonho de boa parte dos colecionadores de camisas também. Mas nossa loucura por futebol vai além e, quando viramos camiseteiros, queremos saber o que ocorre dentro de uma grande empresa fabricante de camisas, esmiuçar cada centímetro, pitaquear, desconstruir uma fabricante para saber como tudo funciona, ser um designer de camisas de futebol. O designer está para nós, como um jogador está para um guri.

Para saciar esta curiosidade inerente a cada maluco que gasta parte do salário comprando camisas de futebol, o Minhas Camisas foi beber na fonte de uma das principais empresas brasileiras fabricantes de uniformes para futebol: a Penalty.

A fabricante paulistana tem 40 anos de mercado, virou multinacional, possui um parque fabril de dar inveja às grandes mundiais e é uma das poucas empresas que possui um DNA Futebol correndo em todos os seus setores.

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Lá, entrevistamos Ignacio Laudano, 41, hermano argentino, gerente geral de desenvolvimento criativo da Penalty. Nascido em Buenos Aires e formado em Desenho Industrial em 1991, militou sempre ligado ao desporto. Trabalhou na Topper argentina por cinco anos, na Le Coq Sportif por dois anos e teve ume escritório de design por oito anos, trabalhando para marcas do setor.

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Há três anos teve a grande oportunidade de conhecer ao Alexandre Estefano, Diretor Internacional da Penalty e ,após uma breve conversa, e percebeu a grande diferença que existe em como os donos das marcas sentem suas empresas. Daí, aceitou o convite para trabalhar na Penalty Interncaional, onde coordenava o setor de design, cuidando de diferente mercados, tais como Japão, Portugal, Moçambique, Argentina, Chile, Paraguai, Bolívia, entre outros.

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Mudou-se para o Brasil há um ano e meio para trabalhar na área de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) da empresa. “Aqui sou responsável por toda a equipe de criação de todas as linhas de produtos (calçado, bolas e equipamentos e confecção) e formo parte de um grupo de profissionais apaixonados pelo que fazem, criar e desenvolver os produtos buscando sempre o desafio de inovar e garantindo a qualidade que o nosso público merece”, afirmou.

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Mas, vamos às respostas. Dividimos as perguntas nas que faziam parte da pesquisa deste jornalista e as que Marx colheu junto aos camiseteiros do MC. Vamos a elas.

Quanto tempo leva desde a criação, até a produção de um novo kit?

Depende de vários fatores, das negociações com os patrocinadores que os clubes têm. Iisto gera, às vezes, muitas idas e vindas, ajustes, correções, até chegar ao protótipo de aprovação assinado com a instituição. Aí passamos todo o pacote técnico aprovado para a fábrica produzir. Esta etapa produtiva pode levar em conta uns 50 dias até disponibilizar mercadoria no nosso Centro de Distribuição.

Você poderia descrever todo o processo de produção de uma nova coleção?

Estabelecemos, junto ao pessoal de Marketing e Produto, quais serão as premissas e os pilares da coleção. Recebemos de parte deles um briefing das necessidades comerciais de cada uma das linhas. Nós, internamente, fazemos um trabalho de pesquisa, que inclui viagens internacionais, participação em feiras do setor, vamos atrás de materiais e tecnologias inovadoras que servirão de base, antes de iniciar o trabalho de criação. Depois disto são apresentados os desenhos. Uma vez aprovados, passam para pilotagem, são feitos os ajustes ate chegar ao produto desejado.

Como vocês selecionam seus designers?

Analisamos seu perfil, trajetória e portfólio como estudante ou profissional e avaliamos seu potencial dentro do nosso time.

O que é importante para ser um bom designer e atuar na Penalty?

Todo bom designer deve ser apaixonado. Seu modo de sentir e viver, muitas vezes de maneira não convencional, são um bom indício. Se essa paixão tem um link com o esporte tem todo a ver com o nosso time.

Qual setor dentro de um clube que mais influencia no desenho para clube de futebol, presidência, diretoria de futebol, marketing?

O interlocutor válido é o marketing, mas tem clubes onde as outras áreas também participam das decisões.

Tradição ajuda ou atrapalha?

Tradição ajuda, mas se o desenho da peça é bom e apresenta uma inovação que agrega valor, o clube aceita, mesmo que seja tradicionalista.

Como é montar um uniforme completamente diferente das tradições de um clube, exemplo da Portuguesa, Vasco da Gama e do Santa Cruz ?

Tem que achar o ponto exato de equilíbro, onde clube e torcedor não sintam que seus valores e tradição não estão sendo levados em conta, agregando a cota de inovação pra que seja uma peça de coleção. As camisas 2 e 3 são mais permissivas neste sentido.

Mais fácil trabalhar nos kits 1 e 2 ou em um novo conceito?

A dificuldade é a mesma, o clube tem que estar bem representado tanto na Camisa 1 quanto no boné que faz parte do enxoval.

O principal é ser discreto ou exótico na produção de um kit?

O principal é você arriscar na parceria entre marca e clube e lançar o melhor produto. A peça tem que provocar surpresa mantendo intato o patrimônio do clube.

Qual a maior dificuldade para produção de uma nova coleção?

Alinhar as expectativas entre todos os envolvidos, clube, torcedor, marca, patrocinadores.

Quais os concorrentes mais difíceis ou admiráveis?

O mais difícil é aquela marca concorrente que deixou uma peça de coleção na lembrança de toda a torcida. Você tem que superar “aquela camisa”. Os admiráveis são os grandes players internacionais do setor esportivo.

Quando uma coleção é apresentada, como vocês se sentem?

Trabalhei e trabalho na criação de todo tipo de produto e, sempre é uma grande satisfação ver alguém usando eles – deve ser pelo fanatismo que temos pelo futebol, mas nada se compara a ver um time entrando em campo no dia do estréia de um kit. É a melhor sensação que experimentei como designer.

Por que há diferenças entre o design da Penalty do Brasil e a da Argentina?

Estamos falando de mercados vizinhos mas, mesmo assim, muito diferentes. Até este ano, tanto os clubes quanto as coleções, eram atendidos de maneira diferenciada. Hoje estamos alinhando isto dentro do plano da internacionalização da marca. A partir do próximo ano, a Penalty será única em todo o mundo. Essa coordenação toda esta sendo liderada desde o Brasil.

Por que a Penalty não busca algo mais raiz quando produz suas coleções?

Estamos agora mesmo fazendo este trabalho, já que somos a única marca brasileira com DNA Futebol e forte presença em alguns países. Esse ano vamos a ser a marca patrocinadora do futsal na Espanha. Origem brasileira e autoridade no futebol, são nossas melhores cartas de apresentação.

Perguntas dos camiseteiros

Antônio Bordallo

Porque profissionais da área de design de moda parecem ser preteridos trabalhar na área de criação, em comparação aos de design gráfico (Desenho Industrial)?

Depende de cada estrutura. Na minha opinião, a combinação de profissionais de desenho ou artes visuais, acaba dando um mix muito positivo. Particularmente na nossa equipe, temos designers industriais, gráficos, publicitários e de moda.

Gostaria de saber também se o designer responsável pela programação visual da camisa também cuida da modelagem e dos detalhes de confecção (pespontos, golas, cortes, aplicações e vivos) ou isso fica na responsabilidade de outra pessoa?

O designer responsável pela peça cuida de todos estes detalhes que fazem parte de sua criação, e compartilha com uma área técnica a materialização destes detalhes na peça.

Aproveitaria pra pedir um emprego também,(hahaha)

Pode mandar o seu CV para avaliação, sem problema.

Qual é o foco da sub-divisão Stadium e quais os próximos passos da mesma, se vai se expandir ou o que?

A marca Stadium é uma das marcas da Cambuci, não é uma sub divisão da Penalty. Tem sua estrutura e seu DNA próprio e está com um grande plano de crescimento para este ano de 2010. Atende uma faixa do mercado diferente da Penalty, permitindo assim entre as duas ter uma maior participação no mesmo.

Há alguma intenção de reavivar a linha “originals” da marca, chamada PENALTY RAIZ, que ficou nas mãos do Maxime Perelmuter [da British Colony] , mas nunca vimos nada nas lojas de esporte?

Há sim. Esta experiência feita no passado foi muito positiva. Somos uma marca com 40 anos de História e devemos sinalizar isto ao mercado de uma forma mais massiva.

Porque a Penalty não faz camisas retrôs de seus times?

Existem algumas limitações, outras marcas que tem estes direitos. A partir da parceria com o Vasco, onde apresentamos uma linha casual masculina e feminina, e o resultado foi de muita aceitação, estamos expandindo esta experiência com os outros clubes parceiros.

Rdish

Qual a possibilidade de estender a parceria Penalty-Cavalera para outros clubes patrocinados pela marca?

A possibilidade existe, mas depende de estar alinhados aos interesses de todos os envolvidos, clube, marcas, patrocinadores, rede comercial da região onde do clube atua.

Qual é a antecedência necessária para o desenvolvimento do produto ‘camisa de futebol’ de maneira tal que seja possível abastecer o clube e o mercado rapidamente após o lançamento do mesmo?

Depende um pouco do volume que esse clube tem, mais em media estamos falando de dois meses até ter a camisa aprovada pelo clube , mais 50 dias para disponibilizar mercadoria no mercado.

É um consenso entre os interessados em camisas de futebol que frequentam este espaço, que os padrões desenvolvidos pela empresa na Argentina costumam ser melhores que os brasileiros. Por que a maneira diferente de trabalhar e qual a possibilidade de uma forma única e padronizada de trabalho entre argentinos e brasileiros?

Respondi em certa forma esta pergunta mais acima, mas vale agregar que trata-se de um mercado diferente, fábricas diferentes, quantidade diferente de torcedores, não é o mesmo abastecer uma demanda de 30.000 torcedores, que um clube que conta com a intenção de comprar 120.000 camisas. A peça não pode ser a mesma, o tempo de produtividade da camisa não pode ser o mesmo. O melhor exemplo disto é a camisa da seleção brasileira, e uma peça de construção simples, não por isto deixa de ser bonita e de qualidade, porque tem que atender neste ano de copa do mundo uma demanda gigantesca.
Mesmo assim os layout de todos os clubes, são independente do país, onde serão padronizados com as regionalizações necessárias.

Existe uma reclamação muito grande entre os torcedores com relação ao custo das camisas de futebol, que inviabiliza a aquisição do produto por uma boa parcela das torcidas brasileiras, e incentiva a pirataria. Por isto, geralmente se reivindica aos fabricantes nacionais a disponibilidade de versões de produtos mais em conta. Já houve tentativas nesse sentido de algumas fabricantes e ,parece que na Argentina, já se usa desse expediente faz algum tempo. Por que esse tipo de postura não vai pra frente aqui no Brasil? E aproveitando, o que a fabricante tem feito para minimizar os efeitos da pirataria?

Fazer uma réplica mais em conta da camisa que o atleta usa em campo, não é a solução. Acaba denegrindo o Clube e a Marca. O torcedor quer a mesma!!. Tenho trabalhado na Argentina, e lá tambem existe a pirataria, mas não é tão forte quanto vejo aqui. Não tem como evitar, as ferramentas são o maior sigilo antes do lançamento, tecidos de alta qualidade, peças difíceis de imitar, selos de autenticidade. Com relação ao custo, temos que entender que na camisa tem que pagor contratos, royalties, jogadores, etc.

Muitos de nós somos colecionadores, inclusive de camisas de clubes de fora do país. Uma coisa que percebemos é que é muito fácil encontrar camisas de ligas estrangeiras no Brasil, mas é muito complicado ocorrer o inverso, ou seja, camisas de clubes brasileiros à venda fora daqui. Por que isso ocorre? Custo não pode ser, porque a padronização faz com que fique bem fácil fazer, por exemplo, uma camisa do Palmeiras na Tailândia pra vender na Alemanha… E há mercado, porque são muitos os colecionadores e admiradores do futebol brasileiro mundo afora. Será que não vale a pena?

Não podemos responder por outras marcas e qual as motivações de exportar ou não camisas de clubes brasileiros. Mas, sem dúvida nenhuma, este é um dos pilares do nosso processo de expansão e internacionalização da marca. Nada mais adequado do que levarmos para o mundo as camisas de nossos clubes, uma vez que somos uma marca brasileira de futebol. É bem verdade que a demanda é limitada, fizemos o caminho inverso e trouxemos camisas de clubes da Argentina para vender no mercado nacional, Velez e Racing. Pudemos aprender que realmente o papel desses produtos fora de seu pais de origem é muito mais voltado para formação de imagem da marca esportiva e dos clubes, além de item de colecionadores, como bem colocado na pergunta, do que uma venda massificada. A venda é de fato restrita, mas acreditamos bastante nesse movimento.

Rafael Vandalete

Qual é o poder que o clube/instituição tem de reprovar determinado layout? Se existe essa possibilidade, gostaria de saber também se é oferecida mais de uma opção de uniforme nas reuniões de apresentação?

Os clubes têm todo o poder para aprovar/reprovar a peça. São oferecidas, não mais de duas propostas, já que previamente existem reuniões de briefing entre as partes para saber qual e o resultado desejado.

Quem determina quantas camisas o jogador pode trocar por jogo? Esta cota é fixada somente em números para o clube ou também pode ser negociada diretamente com cada jogador?

Na realidade ninguém determina. Trata-se de uma cultura que teve início quando os jogadores começaram a trocar para atender pedidos de amigos ou familiares que torcem para outros clubes, ou seja, os adversários. Poucos jogadores colecionam camisas de adversários. Via de regra, eles trocam uma por jogo. Há casos de duas trocas. Como faz parte do enxoval que é fornecido ao clube são eles que liberam, apesar dos clubes terem cota extra, qual seja, a caixinha dos atletas. Em síntese, haja camisa!

R.Stein

Por que não cria-se uma linha de camisas para a torcida, que fosse quase igual a de jogo, porem sem patrocínio de Banrisul, BMG, Samsung, Batavo… ficaria até mais barato para fazer a camisa, menos estampa, menos apliques…

É um bom ponto embora grande parte dos torcedores queiram as camisas exatamente iguais às que os jogadores usam dentro de campo. Ocorre que alguns clubes já incluem em seus contratos de patrocínio a obrigatoriedade de inclusão de suas logomarcas nas camisas de venda também. A solução para esses casos, muitas vezes, vem em produtos adicionais, como uma linha casual, que sejam mais “limpas” e atraentes.

Luiz Henrique

Por que os preços das camisas são tão abusivos ? Não teria como fazer camisas da mesma qualidade com preços mais populares?

Praticamos os preços compatíveis com os de mercado. Já fizemos outras tentativas de produção a custo menor, mas os resultados foram pífios. Os piratas acabam levando a melhor. As camisas usam recursos que não são baratos, tecidos diferenciados, aviamentos, etc. Além disto são produtos perecíveis, tem no máximo um ano de vida onde terão que ser rateados muitos recursos e processos produtivos. Junto com isto entram os contratos e pagamentos de royalties entre marca, clube e patrocinadores.

Davi Oliveira

Além de voltar a ter maior destaque no Brasil, quais as pretensões da marca? Incluem as seleções?

Sim, claro. Futebol é um dos nossos mais importantes pilares dentro da marca, temos grandes pretensões numa primeira etapa, de voltar a ocupar o espaço de liderança dentro do cenário local. Seleções estão sempre dentro do nosso radar…. mas aí, a briga e forte.

Existem planos loucos como a Champs no Ibiza por exemplo? Rs

Estamos em pleno plano de expansão da marca em outros mercados, e qualquer ação deste tipo deve estar alinhada dentro de um planejamento conjunto. Exemplo, Penalty será a marca patrocinadora do futsal na Espanha este ano, mas esta ação acontece após anos de distribuição de produtos Penalty conjuntamente na Espanha e em Portugal.

Bruno “Mosquito”

Porque os clubes brasileiros não tem àquela grande inovação em matéria de ousadia no design?

Inovação e ousadia são nossos grandes desafios e sempre estamos detrás deles. Têm clubes na Europa que lançam quatro ou cinco camisas numa temporada, onde as marcas encontram este espaço para ser ousadas. Isto torna-se inviável quando falamos de l América do Sul, quando você tem duas peças por ano.

Você concorda com a criação das camisas de qualidade mais baixa mas com um custo mais acessível a maioria a fim de acabar com a pirataria?

Não concordo. Primeiro como torcedor que sou, e segundo representando a Penalty, sentiria que estamos perdendo para a pirataria, estaríamos aceitando as regras impostas por eles. Pelo contrário, sinto que temos que nivelar para cima e não para baixo, fazendo peças cada vez mais difíceis de replicar e mantendo o prestígio intacto do clube, patrocinadores e marca. Que patrocinador quer ver sua marca estampada numa camisa de baixa qualidade? Minha posição é manter o prestígio das camisas que entram em campo, e criar linhas complementares, de treino, casual, sem resignar qualidade.

Porque as camisas tem um custo tão elevado? Sabemos dos royalties dos clubes, mas alguns anos atrás camisa de futebol era 80 reais, hoje chega a quase 200.

Porque o Futebol mudou, alguns anos atrás podia comprar a Seleção Brasileira campeã do 94 pelo que hoje um clube europeu compra só três jogadores. Tempos atrás, organizar uma Copa do Mundo dava prejuízo, hoje o país organizador faz um belíssimo negócio.

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57 comentários sobre “Entrevista na Penalty!”

  1. Essa é a melhor matéria de todos os tempos. Sergio, não faltou nem conversar com os Loompa-Loompas. Ta tudo ali. Tudo. To empolgado mesmo. A forma como tu foste recebido. As perguntas respondidas… Tudo! Tudo!

    Com certeza olharei com ainda mais carinho para a marca Penalty nas vitrines e afins, na hora de comprar algo para mim. De bolas a camisas…

  2. Davi,

    acredito eu que eles não vão fornecer a camisa da seleção da Espanha de Futsal (até porque o futsal pertencem à federação de futebol da Espanha, e o futsal usa as cmaisas do seleção de futebol).
    O patrocínio deve ser aos clubes ou então, que é o que eu acho mais provável, patrocinar a competição em si, fornecendo bolas, uniformes de árbitros, etc.

    Quanto à matéria, matou a pau. Nota 10.
    Parabéns, Sérgio!

  3. Ficou muito boa a entrevista!
    Só faltou perguntar se/como eles acompanham os foruns de discussão na internet… E qual a reação quando uma camisa vaza!

    E Davi, eles vão patrocinar o “futsal” e não a seleção. Acredito ser somente a competição e alguns times espanhóis talvez, a seleção deve continuar com adidas mesmo.

  4. Parabens !!!
    Sensacional a iniciativa.
    A única coisa que discordo do Ignacio é de que os torcedores querem a camisa igual que o jogador usa.
    Para mim este argumento não cola, com todo o respeito, pois para mim o que importa é o distintivo e só !
    Não quero saber do patrocínio, numero, nome, logo na manga, etiquetinha de original.
    Enfim, ele está defendendo o dele e o do clube.

  5. Excelente matéria!
    Nossa, eu sempre quis ter conhecimento sobre os bastidores.
    E quem não ficar com vontade de trabalhar com eles após ler essa matéria, tá mentindo. rsrs

    Grande abraço

  6. na boa, esse post aí ta no TOP 5 ever do MC. Sem duvida!!
    =D

    meus parabens pela otima materia!
    ate eu me interessei a mandar meu curriculo pra la, mas pelo visto, vou tentar ir pessoalmnte pra implorar de joelho mesmo,hahah

    sobre esse papo de q torcedor quer camisa igual eu tbm discordo. So uns corinthianos mto sem noção que devem se sentir a vontade com akele outdoor humano.
    Meu lema eh “BLANK is beautiful”,ehheeh

  7. eu prefiria comprar uma camisa do Grêmio sem patrocinador mesmo. Sem aquele aplique de carpete escrito Banrisul no meio. Se eu soubesse onde fica a “fábrica da Puma” iria implorar de joelhos por uma BLANK.

  8. Boa matéria! eu concordo com vocês quando falam das camisas “limpas” porém ainda discordo quanto ao valor cobrado… os pirateiros fazem umas beeem parecidas e o preço é muito menor (sabemos q eles não pagam impostos entre outros) mas daí já é demais! então pq tem marcas de nivel legal que vendem camisas bem mais baratas? eu acho abusivo por exemplo pagar 190,00 na nova camisa do Corinthians… ela não vale tudo isso

  9. Sensacional o post.
    Quanto ao preço das camisas, no site da Flaboutique as camisas do Flamengo/Nike agora estão a bagatela de R$29,90. Então não é tão impossível abaixar os preços das camisas quando se quer!!!

  10. A respeito das camisas Blank, também prefiro elas. Pensei até em comprar a que o SPFC usa agora,todavia aquele modelo da RBK dói… os números usado intão…

  11. Vejo que não penso errado.
    Se fizermos uam pesquisa fechada com apenas uma opação ao pesquisado :

    – Você prefere a camisa do seu time igual a do jogador ou mais barata e diferente ?

    Ainda vou fazer essa pesquisa e mandar para a Penalty !!!!

  12. Eu concordo com vcs, prefiro uma camisa limpa, sem patrocinio.
    Porém, por ser vascaino e ter pesquisado durante o ano passado a opinião dos torcedores do Vasco em relação a camisa eu entendo perfeitamente o que Ignacio quis dizer: O Vasco passou 7 anos sem patrocinio na camisa devido ao grande Eurico. Visualmente a camisa ficava perfeita. Mas o Vasco sofreu com a falta de dinheiro em seus cofres durante todo esse tempo(até hoje sofre).
    O que aconteceu é que quando o Vasco fechou com BMG e MRV respectivamente a torcida odiou, até por ser visualmente ridiculo e financeiramente mediocre. Era um patrocinio master com valores inferiores a um patrocinio na manga.
    O que eu percebi da torcida do Vasco ano passado foi que muitos queriam a camisa do Vasco com a “Eletrobras”. Pq significaria um recomeço.O adeus ao Eurico e as boas vindas ao novo presidente, a uma nova era. Pelo menos eu vi muitos torcedores esperando pela Eletrobras na camisa.
    Eu como disse, particularmente prefiro a camisa limpa. Mas o Eletrobras de nada me atrapalha. Por ele ser discreto e não tomar um espaço abusivo como na época de MRV e BMG.

    Enfim, creio que entendi o que o hermano quis dizer.

  13. Pô Lucas essa do México ficou maneira. Mas me deixou bolado. Meu amigo voltou do México e perguntou se eu queria que ele trouxesse uma camisa de lá. Eu falei claro. R$ 100,00 na camisa novo do México. Ele voltou essa semana. quando me deu a camisa pensei até que fosse falsa. Mas era tipo um modelo Kick Off da Nike. Fiquei desconsolado. Mas em abril vou as forras e vou passar naquela loja em Paris mostrada alguns posts atrás.

  14. Belíssimo post. Espero que logo apareçam outros como este por aqui. E eu também prefiro camisas limpas… Até porque a maioria delas foi criada em uma outra época, onde não se previa a possibilidade/necessidade de um espaço para os logotipos dos patrocinadores.

  15. Boa matéria! porém faltaram perguntas que o Pisani sugeriu no comentário 12. Seriam bem interessantes.
    Só achei desnecessária tantas perguntas sobre preço das camisas, a gente não paga pela camisa, pagamos a marca do clube, o patrocínio, enfim, contribuimos com o clube, …..é caro?…sem dúvida, mas eu prefiro dizer que eu que ganho pouco.
    Já para os colecionadores dói mesmo.
    Não gosto dos designs e não sou nem um pouco fã da Penalty, tampouco do tecido….e que me desculpem os demais, mas o nível de uma marca pode ser baseado no nível de seus gestores, como é possível ver nas roupas dos próprios designers…, não dá pra esperar muita coisa.

  16. amigos, agradeço ao Carlos Saraiva, diretor da Penalty, q liberou o Ignacio Laudano a conversar conosco. agradeço ao Marx por ter aberto espaço. tentei demonstrar como tudo funciona, saciando os nossos desejos. o título “desconstruindo a Penalty”, foi inspirado nas crianças q, para saberem como tudo funciona, as desconstroem, ou seja, quebram tudo. não cheguei a esse ponto, óbvio kkkkkkk

    gostaria q o MC publicasse matéria sobre o IV Encape – Encontro de Camiseteiros de Pernambuco. cada vez está melhor, mais gente, mais camisas, mais raridades, mais malucos, mais organizado, mais camisas para o sorteio. D+, enfim.

    Nesse último, tivemos a presença do ex-atleta do Santa Cruz FC, Alfredo Santos. ele, muito educado, paciente e solícito, deu atenção a todos e ficou impressionado com nossas coleções. Ele não fazia idéia que tinha gente que colecionava com tanto afinco e disse que nunca fora apegado a juntar camisas por onde jogou. estou pensando em conversar com ele para entrevista, q tal?

    abçs

  17. Que a Penalty se levante, porque o trabalho dos últimos anos dela foi deplorável. Aqui no Paraná Clube só faltou foguetório para comemorar o fim do contrato com a empresa…ninguém aguentava mais “cabides” ou “antenas”, nem a péssima distribuição do material.

  18. Mto boa a matéria mesmo! parabens a todos os engajados no empreendimento…
    agora, qnto ao que o thiago marinho comentou, eu discordo, embora respeite sua opinião, pq o que faz a diferença entre uma camisa original e uma pirata são justamente os detalhes, vide como exemplo as camisas supporter da Nike, que são um lixo, me arrependi amargamente de ter comprado uma… mas enfim, é sempre bacana qndo alguem chega e pergunta “é original?” dai vc vai mostrando os detalhes da camisa… provando sua originalidade… (evidentemente essa pergunta é feita sempre por leigos, afinal um bom colecionador reconhece uma original d longe…)

  19. Sensacional!!!!

    Parabéns ao Sérgio e ao pessoal da Penalty, que esse ano vem, como diz nosso amigodonodoblog, acertando a mão!

    O Sérgio falou que o título da matéria remetia a crinança. Poderia ser também “A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CAMISAS”! kkkkkkkkkkk

    Sou mais fã ainda da Penalty, nossa parceira no ENCAPE!!!

    Que venha o 5°! E que o Felipe publique as fotos do 4°!!!!

  20. tem até os Loompa-Loompas… Willy Wonka… As fotos parecem aos meus olhos, um shopping nos olhos de mulher. Uma doceria para gordos. Uma loja de brinquedo para crianças…

    A fonte de numeração do Melbourne parecem melhores que as da reebok d’aqui.

  21. Como funciona a questão do dinheiro? Eles dão dinheiro pro clube, dão o material esportivo e em troca ficam com uma porcentagem da venda dos artigos?
    Não dá prejuizo?

    Belo post!

  22. Fernando Bianconeri: ninguém entra em nada para dar prejuízo. tem q, no mínimo, ficar no 0x0. os acordos entre empresas forncedoras e clubes variam. tem clube q recebe quantidade de material e pronto. tem clube q o valor divulgado como negociação é , nada mais nada menos, q o valor total dos equipamentos q serão enviados ao clube. outros, recebem valor, percentual em royalties e material.

    n citarei, jamais, quanto o Santa ganha ou recebe – é algo estratégico. afirmo q foi bom negócio. tb n cito outros clubes. mas posso citar negociações.

    um clube pode receber 60 mil peças em material, royalties em 12% do valor de fábrica e ainda 10 mi reais para vestir a marca. outros recebem 10 kits de jogo e 10 de treino p toda a temporada e só. depende da argumentação, história, projeto, classificação, etc. são inúmeros fatores q influenciam uma negociação, fiquem certos.

    abçs

    Marx, publica o Encape no domingão kkkk

  23. 0x0 tambem nao da prejuizo, mas da lucro.
    por exemplo: o teu time fecha com a “le coq sportif”. Você começa a reparar nos produtos da marca. compra tênis, abrigo meias e por aí vai. acaba o contrato do teu time com a marca, mas você às vezes continua comprando…

  24. vendo aki na TV…
    Se o Joel Santana , como técnico do Botafogo, tava usando uma camisa escrito “remo” (apagado) atrás, pode ser sinal de que a Fila não ta distribuindo assim tão bem os materiais en General Severiano, não?

  25. Travassos o que tu acha que dá mais lucro. a direta ou indireta?

    ACHO que é mais ou menos isso:
    a venda indireta pode ser mais vantajosa do que a direta. Mais isso depende muito da exposição do time, tempo que durou contrato. usando os times que o Bordallo citou como exemplo, os torcedores e simpatizantes do Fogão dão mais lucro do que do Remo.
    Mais ou menos isso, não?

  26. Parabéns pelo post… ótima matéria!

    Também não achava que as perguntas passariam pelo crivo da banca, mas qro parabenizar tb aos que fizeram as outras…. pq deu pra ter uma noção bem ampla de tudo q acontece.

  27. Muito bom! Curti a matéria, ja tinha ate esquecido que ela ia acontecer.

    Em off, percebi que tem o calção do Ceará ali embaixo! Olhaih o uma prévia pros torcedores alvi-negros! Por sinal o time já jogou o clássico rei contra o meu leão de aço, vestindo um uniforme tampão feito pela Penalty.

  28. Muito bom! Curti a matéria, ja tinha ate esquecido que ela ia acontecer.

    Em off, percebi que tem o calção do Ceará ali embaixo! Olhaih uma prévia pros torcedores alvi-negros! Por sinal o time já jogou o clássico rei contra o meu leão de aço, vestindo um uniforme tampão feito pela Penalty.

  29. Matéria espetacular, a Penalty esse ano ali´s esta até agora nota 9, 10 para vasco do ano passado sem patrocínio.

    Off: Luiz Henrique, essa foto do Mira, comprovou misnhas supeitas de que a camisa era dourada. Vc tem fotos da camisa nova do Améria de Rio Preto / Pro-x ficou louca hein!?

    Abraço

  30. PARABÉNS!!!! Excelente matéria, gostei muito. Sou vascaíno e fiquei assustado quando soubge que a Penalty faria o uniforme do Vasco. Mas estou super satisfeito, uniforme ta bonito, e a penalty vem melhorando muito.

  31. Eu já achava que junto com a Topper a Penalty faz as melhores camisas da atualidade no Brasil. Os tais “grandes players do futebol mundial” só têm feito cagada aqui, vide Nike RBK e Umbro. A única que parece se salvar um pouco é Adidas, ainda assim sem ousadia nenhuma no Palmeiras e no Fluminese. Tá na hora desse pessoal acordar…

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