[OT] Dario Dubois

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Pra quem estranhou a máscara usada pelo Demichelis ontem, jogando pelo Bayern, apresento um personagem singular do futebol argentino: Dario Dubois, o mais metaleiro dos jogadores argentinos, que assim se definiu em entrevista ao Diário Olé: Un payaso que se pinta la cara, pero que se mata por la camiseta.

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Sim, ele jogou várias vezes assim.

É protagonista de histórias fantásticas, como a de quando, irritado por não ter recebido a grana que o patrocinador das camisas de seu time (o Atlético Lugano) havia prometido, e na falta de uma fita adesiva que o cubrisse, esfregou barro na camisa para escondê-lo.

Recomendo a leitura das outras histórias diretamente em espanhol – parece que ficam mais engraçadas – no post escrito no En Una Baldosa sobre ele, mas o As Mil Camisas também fez um post sobre ele. Em tempo: Dario Dubois morreu em 2008, vítima de um assalto.

Estudo Antropológico no Fim de Semana

Sábado de sol, filho pequeno destruíndo o apartamento, aproveitei pra matar três coelhos com uma paulada: dar uma volta numa praça perto de casa pra acalmar a fera, testar a camisa do Flamengo que o pessoal da Olympikus me mandou – valeu Maira! – e testar na prática a sensação de usar a camisa de outro time brasileiro que não o meu, tema de debates acalorados na semana passada.

O roteiro escolhido não poderia ser mais desafiador: a Praça Vinicius de Moraes, que fica perto do Morumbi, e o próprio antro do “inimigo”: o restaurante COPA, que fica no Estádio.

Os pixels são pra disfarçar a cara de sono
- os pixels são pra disfarçar a MEGA cara de sono que eu estava -

Conclusões:

– sobre a camisa: primeiro falemos sobre como ela veio: em uma caixa linda, com um lastro de areia (acho) no fundo e a pomposa mensagem “Você está sentindo o que os adversários vão sentir em breve: o peso da nova camisa do hexa-campeão brasileiro”. Conseguiram me impressionar: o marketing do Mengo e suas agências mandaram bem de novo.

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No corpo, a camisa ficou ótima. O tamanho dela é G, talvez se ela fosse um pouco menor, mas um pouco maior do que a M, ficaria perfeita. O tecido é gostoso, a camisa é leve, tudo de bom. O que estraga realmente é o Batavo gigantesco no peito, e os BMGs na manga – enfim, considerações já realizadas no post do lançamento da camisa. Pode parecer exagero, mas eu me senti meio ridículo exibindo aquele monte de patrocínios coloridos.

– sobre a experiência: tentemos colocá-la em palavras.

Sou dum tempo em que a Terra era grande, o mundo era pequeno, eu costumava fazer uma lista de todos os estados com meu time favorito de cada um deles, e times de outros estados pareciam estar muito longe do nosso cotidiano provincial, de modo que a camisa dum Flamengo, dum Atlético Mineiro ou de um Grêmio representava mais seu estado de origem do que o time em si, quase algo exótico.

Com o advento do Campeonato Brasileiro, da Libertadores, das uniões das torcidas e das Centauros da vida, times e camisas de outros estados passaram a ser mais próximos, novas relações interclubes (pro bem ou pro mal) começaram a acontecer, e assim todos os times da Série A passaram a ser um pouco concorrentes entre si, caindo assim as barreiras que as fronteiras dos estados representavam. Assim, passear com a camisa do Flamengo trouxe realmente uma sensação estranha, o fato de ser um “outro” time transcendia as cores da camisa. Não acho que vá repetir a experiência tão cedo.

– e sobre a feijoada do COPA: é boazinha, servida em vários réchauds diferentes, um com costela e lombo, um com linguiça e paio, um com a feijoada completa, o lugar é bonitinho, mas não achei que valeu a grana investida: 35 paus por pessoa + buffet é o ó do borodogó. No começo, alguns garcons passaram batido pela minha mesa, não sei se por causa da camisa do Flamengo ou por distração mesmo.

My 2 cents.

Camisa do Dinamo de Moscou

(em tempo: o Football Shirt on Friday tá rolando, tou com a camisa preta do Brasil. Quem tiver fotos, mande pra nós!)

Quando saiu a camisa nova do Dinamo de Moscou, eu dei a clássica fuçada na Net para achar outros conteúdos e achei uma loja russa com a camisa de 2008 do Dinamo de Moscou à venda por um preço convidativo: 1400 rublos (46 dólares) convertido pelo XE.com – a nova é linda, mas essa, ainda seguindo o template Umbro das camisas inglesas que estão à venda por aqui, ficou muito jóia. Alguém se habilita?

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Camisa do Atlético Paranaense para 2010

(frase do dia: “o trabalho apodrece o homem”)

Achei que ia ser amanhã, mas foram anunciados hoje os novos uniformes do Furacão para 2010 – dica do Gilberto , do Rômulo e do Luan. Ainda não temos mais fotos das camisas pelo perfil do Furacão no Twitter devido a “um problema no wi-fi da Arena” (passei por algo parecido no lançamento da camisa do Sâo Paulo…) mas pelas fotos que já rolaram, dá pra ver que a camisa 1 ficou bem classuda, fazendo jus ao “tailored by Umbro”, e que a camisa 2 ficou bem bolada, mas que deu o azar de ser igualzinha à camisa que a Penalty fez para o Ceará no mês passado.

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Camisa do Grêmio Prudente

A Embratel mantém há uns 2 ou 3 anos uma campanha muito inteligente – a de estampar o “faz um 21” nas camisas dos times do Interior de São Paulo. O único problema é que a logomarca estorva o desenho de algumas camisas, tanto pela sua cor (na camisa do Paulista de Jundiaí, por exemplo, fica grotesco) quanto pelo formato (se colocado na posição do patrocinador principal, ocupa quase todo o centro da camisa; se colocado abaixo do patrocinador principal…). Pela primeira vez eu vi uma diagramação que usou os elementos de uma maneira um pouco mais inteligente: a da camisa do Grêmio BarueriPrudente, que jogou ontem contra o Corinthians (cuja camisa, aliás, não me surpreende mais quanto aos patrocínios: o uso do branco acabou com a cruz). Logo da Kanxa ao centro, logo do time à direita e o 21 à esquerda. Aparece bem, não briga com o Megaware logo abaixo, nem com o Unimed na barra da camisa, nem com o Fisk nos ombros. Simples assim (fotos do UOL).

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Camisa 125nária do Arsenal

Após várias especulações, saiu a camisa comemorativa do Arsenal,que aparentemente será usada apenas no dia de seu, hã, 125tenário, em 1º de junho – dica do The Spyder, do Jonas e do Cássio. do A camisa é realmente linda, e tem como virtude ter reproduzido fielmente a camisa de 1971. Uma boa briga com a “tailored-by-Umbro” feita para o Independiente Santa Fé, não?

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Camisa do Atlético Mineiro para 2010

Conforme tinhamos visto no Superesportes e em comentários anteriores (qualquer dia eu explico aqui o perrengue da semana passada que envolveu a publicação das fotos), a camisa do Atlético é mesmo a camisa que vazou.

Pelas fotos eu tinha torcido o nariz pra camisa, o excesso de preto deixou a camisa feia. Pois bem: salvo engano, foi a coleção brasileira mais interessante que eu vi nos últimos tempos: a camisa 1 ficou acertada (os ombros negros não se repetiram nas costas, que ficaram bem limpas, com os números em uma fonte que não “brigou” com o BMG), a camisa 2 ficou ótima (lembra a versão da Penalty do final dos anos 80), as camisas de treino ficaram ótimas (N. do E.: pelas fotos a camisa parece branca, mas na verdade é rosa, o que fez com que a hashtag #GaloRosa virasse Trending Topic brasileiro), as de goleiro (com um quê de anos 80) ficaram fantásticas, a retrô ficou legal, enfim, a Topper conseguiu fazer uma coleção simples, sem pirotecnias, mas elegante e com personalidade, que não fica nada a dever às coleções para os times argentinos. O Galo tá bem vestido pra 2010. Fotos do Bruno Cantini, no Flickr do Galo (valeu Vinicius Vasques!)

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Camisa xadrez do Olaria

Os puristas tiveram motivo para torcer o nariz ontem: o Olaria, um dos times de uniforme mais tradicional do Rio de Janeiro, deixou de lado a camisa branca com faixa horizontal azul (ou será a azul com a faixa branca?) e jogou ontem à la Croácia contra o Botafogo – dica do Rafael Almeida. Não achei fotos da frente da camisa – as desse post são do Lancenet – mas o visual não ficou de todo ruim não…

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