Camisa do Brest

É curioso como os escudinhos para times de botão da revista Placar, que eram publicados nos anos 80, faziam com que times inexpressivos ocupassem um espaço monumental no imaginário das crianças.

Tomemos o Stade Brestois 29 – ou simplesmente Brest – como exemplo. O time foi promovido à primeira divisão francesa neste ano após uma ausência de mais de 20 anos, causada por rebaixamentos devidos a problemas financeiros. É mais um time francês lutando para ficar na Ligue 1 – mas nos anos 80 era um time imbatível na minha cabeça, e nas mãos precisas do meu irmão Maurício no Estrelão lá de casa.

Enfim, passadas as ternas recordações da infância, falo da camisa do time: sem graça, sem sal, sem nada.

Boas mesmo eram as dos anos 80

Balanço final do safari

Segue o aguardado, esperado e procrastinado resumo breve e direto do safári na Espanha e Portugal…

De maneira resumida, foi isso...

Madri

O Museu do Real Madrid, além de camisas históricas envergadas pelo time, tem o conjunto de camisas dos dois times (Real Madrid e adversário) de cada uma das 9 Copas Européias conquistadas pelo time – além de outras áreas interessantes como a que mostra todas as chuteiras do plantel atual. A loja da adidas no fim da visita é surreal: tem 3 andares, um para tranqueiras, um para equipamentos adidas em geral, e um só para as camisas de jogo e as chuteiras, além da área de personalização de camisas e chuteiras – isso mesmo, personalizar chuteiras. Quanto aos preços, nenhuma novidade: tudo caro pra burro.

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O El Corte Inglés da Puerta del Sol tinha um andar gigantesco só de coisas de esporte, e tava rolando um saldão violento, no esquema M Sports, com um monte de camisas do Brasil (isso deu pena), Manchester United, Galatasaray, Real Madrid, Tottenham, uma do Tenerife, uma do Fenerbahce tamanho XXL e afins, todas da temporada passada, todas por mais ou menos 40 euros – em suma, nada que justificasse a compra. Em uma outra arara, tinham camisas de seleções da Nike que não foram pra frente (Croácia, Sérvia, Polônia, Turquia, Brasil e Coréia do Sul), todas também por 40 euros. No mais, de diferente, tinham as do Getafe, Africa United (75 euros) do Real Bétis, a nova do River Plate, e (dor no coração) as duas do Athletic Bilbao deste ano, por 65 euros, mas que só tinham tamanho M. Enfim, nada de muito alternativo, mas recomendo a visita. Pra não sair de mãos abanando, levei a da Turquia.

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Quando eu já estava conformado em deixar a cidade só com a camisa da Turquia, passeando na direção da Plaza Mayor, eu olhei uma vitrine de relance e identifiquei uma camisa branca, com uma faixa diagonal vermelha e um símbolo barrigudo com um raiozinho. Sim, era uma camisa do Rayo Vallecano. No meio de um monte de lojas de souvenirs, tinha uma só de coisas de futebol, com uma cacetada de camisas locais (das que eu me lembro: País Basco, Sporting Gijón, Málaga, Deportivo Alavés, Tenerife, Valladolid, Real Sociedad (incluíndo a listrada em verde e amarelo), Rayo Vallecano, Deportivo La Coruña e outras. Os preços variavam de 60 euros (as da Astore) até 29 euros (a do Valladolid), incluíndo uma camisa da Torino de 1991, com cara de falseta, mas que custava 15 euros. O dono não é muito de bater papo, mas dá pra chorar um desconto (converse com ele, não com a vendedora chinesa). Levei a camisa 1 da Real Sociedad, a do Torino e a camisa 3 do Rayo Vallecano (40 euros). E dei como findo o safári em Madrid… A loja fica na Calle Toledo 11, semiesquina com a Plaza Mayor (mapa aqui).

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Porto

A passagem pela cidade foi um pouco corrida, e não deu pra procurar muita coisa. Fui até o Estádio do Bessa procurar pela camisola do Boavista (como a camisa do Porto existe pra venda aqui no Brasil, achei quen ão valia a pena comprar), mas a loja estava fechada. Recomendaram que eu fosse até à própria Macron, que fornecia as camisas do ano passado (fica na ESTRADA EXTERIOR DA CIRCUNVALACAO, 12190, tel: 0035-1226154848), mas não deu tempo.

Há uma cadeia chamada Sport Zone (site aqui) em quase todos os shopings de Portugal, enorme, linda, bonita, mas que só tem camisas dos 3 times grandes (em uma delas até havia uma arara de liquidação, mas nada que valesse a pena). A menos que você queira uma delas, não recomendo a visita.

No Estádio do Dragão tinha uma bela loja, mas nada que realmente valesse a pena. Tudo bem, tinha camisas da época passada por uns 45 euros, mas eu já tinha passado pela Misterbola, especializada em artigos do FC Porto (mapa aqui), onde produziu-se o seguinte diálogo: “Não temos as camisolas de bebé, mas temos outras camisolas boas. Estas trés aqui, por exemplo, estão 55 euros.” – 55 euros cada camisola? “Não: 55 euros as três”. E assim eu comprei as duas camisas da temporada passada e a camisa 2 da temporada retrasada. E a viagem seguiu…

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Coimbra

Não perdi tempo: fui direto ao Estádio Cidade de Coimbra (mapa aqui), e depois de muuuuita procura, telefonemas para a sede da Acadêmica e voltas no estádio (que é lindo), fui à área de atendimento a sócios (a loja estava em reformas) e comprei a camisa branca (não tinham a preta no meu tamanho) por 40 euros.

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Lisboa

Também não perdi tempo procurando lojas: fui diretamente ao Estádio do Restelo (mapa aqui), que fica atrás do Mosteiro dos Jerônimos numa segunda de manhã, no domingo eles tinham empatado com o Arouca (!) em casa. Não tinha uma alma por lá, salvo os caras do serviço geral (presenciei uma reunião de briefing deles, foi surreal) e uns juniores treinando em volta do campo (perguntei prum segurança se eu podia entrar no campo e ele disse que sim, com a maior naturalidade do mundo). A loja tava fechada, mas uma funcionária disse que ia pedir pra alguém abrir a loja pra mim. Dali a pouco chegou um senhor com cara de gerente financeiro e abriu a loja. Foi fantástico: comprei a camisa desta temporada (linda, toda azul, sem patrocinio, com o logo da Macron e a cruz) por 25 euros, e duas de um caixote de papelão de “saldão da temporada passada”: a do goleiro (Assis) por 15 euros e uma pólo de passeio por 8… Em suma: recomendo a visita!

Aí não procurei mais nada, até que no último dia da viagem, eu fui até à estação Oriente, pra quem gosta de arquitetura vale a visita (mapa aqui), e achei uma loja com camisetas engraçadinhas dentro da Estação. Foi só olhar com mais atenção que eu achei um conjunto infantil completo do uniforme 2 do Porto de 1997 por 5 euros (sim, 5 euros!) e a camisa da seleção de Cabo Verde por 19 euros (era tamanho P, mas não ia perder a compra de jeito nenhum…).

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No mais, estou tentando fazer um Google Maps comunitário, só com dicas de lojas no Brasil e no mundo. Quem souber fazer, me dê um toque!

Balanço final da viagem

Resumo breve e direto do safári na Espanha e Portugal:

Madri

O El Corte Inglés tem um andar gigantesco só de coisas de esporte, e tava rolando um saldão violento, no esquema M Sports, com um monte de camisas do Brasil (isso deu pena), Manchester United, Galatasaray, Real Madrid, uma do Tenerife, uma do Fenerbahce tamanho XXL (todas da temporada passada) e afins, todas por mais ou menos 40 euros. Em uma outra arara, tinham camisas de seleções da Nike que não foram pra frente (Croácia, Sérvia, Polônia, Turquia, Brasil e Coréia do Sul), todas também por 40 euros. No mais, de diferente, tinham as do Getafe, Africa United (75 euros) do Real Bétis, a nova do River Plate, e (dor no coração) as duas do Athletic Bilbao deste ano, por 65 euros, mas que só tinham tamanho M. Enfim, nada de muito alternativo, mas recomendo a visita.

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O Museu do Real Madrid, além de camisas históricas envergadas pelo time, tem o conjunto de camisas dos dois times (Real Madrid e adversário) de cada uma das 9 Copas Européias conquistadas pelo time – além de outras áreas interessantes como a que mostra todas as chuteiras do plantel atual. A loja da adidas no fim da visita é surreal: tem 3 andares, um para tranqueiras, um para equipamentos adidas em geral, e um só para as camisas de jogo e as chuteiras, além da área de personalização de camisas e chuteiras – isso mesmo, personalizar chuteiras. Quanto aos preõs, nenhuma novidade: tudo caro pra burro.
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Porto

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Coimbra

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Lisboa

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Camisa do Bursaspor

(arrumando a casa, o balanço final da viagem fica pro fim de semana. Mas já vou com uma delas pro FootballShirtOnFriday!)

O Bursaspor (conhecidos como “crocodilos verdes”) é um time turco que sagrou-se campeão da Süper Lig (eu juro que não sabia) e conseguiu vaga na fase de grupos da Champions League. As camisas (parece que todo time turco tem mania de lançar 4 ou 5 camisas por temporada, a Joma ia se dar bem lá) são bonitinhas e ajeitadas, fora a camisa que ilustra esse post, uma adaptação do template usado pelo Bordeaux. Mais fotos na loja do Bursaspor.

Vacas magras do Marseille

Existem camisas que os torcedores preferem não lembrar que seu time vestiu, seja pelo desenho, seja pelo campeonato que o time disputava na época.

Essas duas situações se misturam nestas camisas do Olympique de Marseille, usadas nos anos seguintes ao caso de suborno aos jogadores do Valenciennes e aos problemas financeiros do time, que resultaram na perda do título francês, na perda do direito de disputar a Champions League e o Mundial Interclubes (o time era campeão europeu e enfrentaria o São Paulo), na prisão de Bernard Tapie (presidente do time e dono da adidas) e no rebaixamento para a D2.

Enfim, Reebok e Mizuno subtituíram a adidas nos anos seguintes e fizeram camisas corretas, mas longe da elegância das camisas vestidas nos anos 90 – elegância que vai sendo aos poucos recuperada pelos últimos desenhos.

Balanço de Coimbra

Passemos o carro na frente dos bois e falemos de Coimbra antes de falar do Porto.

Coimbra é uma cidade pequena mas não por isso (ou talvez até por isso) encantadora, seja pelo clima que sua Universidade proporciona, seja pelas paisagens ao longo do Rio Mondego, seja pelas histórias que a cercam (como a paixão de Inês de Castro por D.Pedro I, que rendeu historias, livros, camisetas, imãs de geladeira e toda sorte de souvenirs).

Enfim, além disso tudo Coimbra é a terra da Acadêmica, cuja camisa eu me dediquei a procurar tão logo pus o pé na cidade. No Porto já tinham me cantado a bola que achar camisolas de times que não os Big 3 seria difícil: só nas lojas dos clubes – de maneiras que eu não perdi tempo e liguei na própria Academica (graaaaaaaaaande Vodafone, o chip portugues querbrou vários galhos na viagem) que me instruiu a ir diretamente à loja no Estádio. Simples assom: peguei um taxi e fui pro cidade de Coimbra, achando que era alguma coisa no naipe dos est+adios do interior de São Paulo. Tolinho.

Este é o pequenino estádio da Academica

Enfim, chego lá triunfante, sob um sol de rachar coco e…nada de loja no lugar que me indicaram. Dei a volta no estádio, procurando por ela e…nada. Aí encontro um segurança do estádio, que disse que estava fechada para obras. Liguei furioso para a Academica de novo, e o cara disse que não era possível, que a loja estava aberta sim. Aí a santa criatura me explicou que a loja estava funcionando na área de atendimento a sócios. Chegando lá, rolava uma puta fila pra comprar ingressos e uma arara com umas poucas camisas penduradas.

Ao chegar a minha vez, a atendente disse educadamente que aquelas camisolas eram só para exposição, que a loja estava fechada blá blá blá. Insisti e ela, já rindo da cena patética que era ver um brasileiro esbaforido, com a esposa (tenho que reconhecer que a Mari foi truta e me ajudou na caçada…) à tiracolo procurando por uma camisa de futebol, foi no almoxarifado e voltou com a camisa away, tamanho XL )a preta tinha acabado). 40 euros (cerca de 100 reais). Paguei e voltei satisfeito como uma criança…

A camisa tem o corte semelhante ao da Kappa, mas a malha é diferente, não é tão homogênea. Mesmo assim ela não ficou transparente como eu imaginei (os pêlos no peito costumam ser problemáticos sob camisas brancas), e vestiu muito bem, o XL caiu bem. Enfim, ponto pra Lacatoni.

Agora estou em Lisboa. Amanhã cedo, se tudo der certo, vou até o Estádio do Restelo procurar por uma camisa d´Os Belenenses. Desejem-me sorte! (e acompanhem a jornada pelo Twitter: http://www.twitter.com/minhascamisas)

Nova camisa do Bahia

(escrevendo desde as portentosas instalações do hotel de Lisboa… Hoje tem safári procurando por camisolas daqui, acompanhem pelo twitter: http://www.twitter.com/minhascamisas)

A camisa do Bahia realmente ficou show de bola! Só o patrocinador é que podia ser um pouco menos guloso em relação ao tamanho do logotipo – mas no mais a Lotto acertou a mão. Mais fotos no site do Bahia, agradeço a todos que deram a dica!

Camisa do Arles-Avignon

O Arles-Avignon faz sua estreia na primeira divisão francesa. É um time tradicional, fruto de várias fusões ao longo dos anos, e tendo obtido um suecsso etrndoso nos últimos anos, subindo 4 divisões em 5 anos. Suas cores são o azul e o amarelo.

Até aí tudo bem. O ponto é que, às vésperas do começo da Liga, o time perdeu o apoio financeiro de Christian Audigier, um grande empresário do setor de moda que desistiu de apoiar o clube após a saída do presidente Jean-Marc Conrad. É uma perda irreparável para o clube – mas se considerarmos o bonito uniforme que ele havia desenhado para o time, não creio que ele fará muita falta não.

SIM: O QUE VOCÊS ESTÃO VENDO É A CAMISA QUE O TIME USARIA NESTA TEMPORADA.